abril 20 2018 0Comentário

Nova norma para composto polimérico para assentamento de alvenaria

Foram publicadas em março de 2017 as normas ABNT NBR 16590, partes 1 e 2, que tratam do Composto Polimérico para Assentamento de Alvenaria de Vedação, o que garante muito mais segurança aos construtores na aquisição e utilização desses produtos de empresas que deverão comprovar o atendimento dos requisitos e métodos estabelecidos.

Dessa forma, a Argamassa Polimérica não é mais considerada um produto/sistema inovador, podendo ser aplicada sem restrições para sistemas de vedação vertical em obras públicas ou privadas.

A norma trata de requisitos relacionados a apresentação, embalagem, caracterização e desempenho do produto:

Desempenho: considerando que a Argamassa Polimérica é aplicada para a formação de sistemas verticais de vedação interna e externa, devem ser atendidos todos os requisitos estabelecidos pela ABNT NBR 15575-4. São estes: resistência mecânica, estanqueidade à passagem de água e pressão de vento, desempenho acústico, desempenho térmico e resistência ao fogo, observando as condições de análise referentes à caracterização de bloco, espessura de revestimento, argamassa de revestimento e composto polimérico para assentamento.  Isto garante segurança mecânica, acústica e ao fogo da parede construída.

Caracterização: o material deve, de acordo com o ensaio de Espectroscopia por absorção no infravermelho, apresentar padrão espectroscópico de material constituído por composto polimérico compatível com uma resina acrílica estirenada. Além disso, a Análise termogravimétrica (TGA) deve apontar o atendimento dos percentuais de perda de massa para condições de temperatura estabelecidas. O índice de consistência é informativo e deve ser estável ao longo do ciclo de vida do produto embalado até o limite da validade. Isto garante qualidade e durabilidade ao longo do ciclo de vida da obra .

 Aplicação: a Argamassa Polimérica deve ser aplicada respeitando os seguintes aspectos:

a) o assentamento da primeira fiada com argamassa convencional deve ocorrer de modo que as irregularidades no sistema de piso sejam minimizadas, ou que seja garantido o uso de piso com planicidade adequada;

b) o composto polimérico deve ser aplicado em no mínimo dois cordões na horizontal, sendo a espessura anterior ao assentamento de 10 mm ± 2 mm sobre a superfície de assentamento (do bloco ou tijolo), conforme a figura abaixo;

c) as juntas verticais entre blocos podem ser preenchidas ou não;

d) na composição das paredes, os compostos poliméricos podem ser empregados no encunhamento, contanto que tal informação seja apresentada pelo fabricante e comprovadamente demonstrada a eficiência para este fim.

Apresentação e Embalagem: a embalagem deve ser impermeável, selada ou valvulada, garantindo a estanqueidade a água. O fabricante deve informar os requisitos para armazenamento e manuseio e a identificação do produto deve conter as seguintes informações:

a) nome comercial ou genérico;

b) nome do fabricante;

c) massa, em quilogramas, da embalagem;

d) indicação do atendimento à norma;

e) número do lote e data de fabricação;

f) nome do químico responsável.

+Sobre a normatização

De acordo com Ricardo Bruno, um dos sócios de uma das empresas fabricantes da Argamassa Polimérica, “a normatização é importante pois irá garantir mais confiabilidade ao construtor e permitir que o mercado diferencie de forma mais clara a qualidade do produto ofertado”.

Ricardo ainda ressalta que “a normatização só foi possível com um esforço conjunto dos fabricantes e da sociedade civil que entenderam que o produto é tecnicamente e economicamente viável. A norma de desempenho NBR15.575-4 também possibilitou que a norma fosse construída de forma bastante executiva pois os critérios de desempenho estão nela estabelecidos”.

Dessa forma, através da publicação das duas partes da norma, é possível exigir qualidade e desempenho dos fornecedores do composto polimérico para assentamento que estão hoje no mercado.

 

Fonte: Blog da Engenharia